19 de fev. de 2009

sala de recursos multifuncinais



O QUE É ?
Espaços da escola, organizado com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais especializados projetados para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos portadores de necessidades educacionais especiais; por meio de estratégias de aprendizagem que favoreça o acesso ao currículo escolar e construção do conhecimento pelos alunos;
FINALIDADE?
Remover barreiras( arquitetônicas e de comunicação) que dificultam o acesso ao currículo escolar;identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos. [...]
COMO FUNCIONA?
Esse atendimento será paralelo ao horário das classes comuns.
complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.
POR QUEM?
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com conhecimentos específicos (LIBRAS, L.Portuguesa na modalidade escrita como 2ª língua, Braille, comunicação alternativa, tecnologia assistiva, recursos ópticos e não ópticos, programas de enriquecimento curricular, adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos e outros).
POR QUE O AEE?
''Por que temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a sermos diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza.''Boaventura Souza Santos
PARA QUÊ?
" A iniciativa de implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas públicas de ensino regular responde aos objetivos de uma prática educacional inclusiva que organiza serviços parao Atendimento Educacional Especializado, disponibiliza recursos e promove atividades para desenvolver o potencial de todos os alunos, a sua participação e aprendizagem. Essa ação possibilita o apoio aos educadores no exercício da função docente, a partir da compreensão de atuaçãomultidisciplinar e do trabalho colaborativo realizado entre professores das classes comuns e das salas de recursos."
Brasil,2006(apud SCHIRMER et al. ,2007)
ATENDIMENTO EDUCAÇÃO ESPECIALIZADO
Projeto de formação continuada a distância paraprofessores das salas de recursos multifuncionais com o intuito de cumprir com o prescrito na constituição de1988- art.208,Inciso III, garantindo nas escolas públicas,preferencialmente,a possibilidade de todos os alunos com deficiência serem incluidos nas turmas escolares do ensino regular.Foi concebido para habilitar professores que atuam nas escolas públicas de ensino básico em ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO.
faça download da coleção grátis no endereço:
PARA QUEM?
Para alunos portadores de necessidades educacionais especiais:
Distúrbios, disfunções ou deficiências:
Autismo, hiperatividade,déficit de atenção, dislexia,disgrafia,disortografia,etc.
Deficiência física( ou mobilidade reduzida), mental,auditiva, visual;Altas habilidades/superdotação;
Paralisia cerebral e outros.


"Salas de recursos multifuncionais são espaços da escola onde se realiza o Atendimento Educacional Especializado para os alunos com necessidades educacionais especiais, por meio de desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, centradas em um novo fazer pedagógico que favoreça a construção de conhecimentos pelos alunos, subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e participem da vida escolar".

(BRASIL, 2006, p. 13)

18 de fev. de 2009

Atribições do professor da sala de recursos




  • Desenvolver os processos mentais superiores;sócio-afetivo,emocional,etc.
  • Preparar material específico para uso dos alunos na sala de recursos;
  • Orientar a elaboração de materiais didático- padagógicos que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular;
  • Indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade;
  • Realizar apoio pedagógico ao aluno com deficiência;
  • Interagir com o contexto da sala de aula regular, a fim de conhecer e favorecer as relações do aluno com deficiência com os diferentes conhecimentos,professores e colegas;
  • Desenvolver estratégias que fortaleçam os vínculos entre pais e escola, a fim de conhecer a realidade do aluno com deficiência e envolver a família no processo inclusivo de seu filho;
  • Participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos;
  • Mediar a sensibilização dos atores envolvidos no processo de inclusão, proporcionando reflexões, suporte teórico-prático e vislumbrar alternativas de intervenções pedagógicas frente aos alunos com deficiência;
  • Elaborar planejamento individual,com metodologia e estratégias diversificadas, organizando-o de forma a atender as intervenções pedagógicas sugeridas na avaliação de ingressoe/ou relatório semestral;

obs.: O planejamento pedagógico deve ser organizado e sempre que necessário reorganizado de acordo com:

  1. Os interesses,necessidades e dificuldades específicas de cada aluno;
  2. As áreas de desenvolvimento(cognitiva, motora,sócio-afetiv, emocional);
  3. Os conteúdos didáticos-pedagógicos defasados dos anos iniciais, principalmente portugues e matemática.

Perfil do professor da sala de recursos multifuncionais

O professor da sala de recursos multifuncionais deverá ter curso de graduação, pós-graduação e ou formação continuada que o habilite para atuar em áreas da educação especial para o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos.

A formação docente, de acordo com sua área especifica, deve desenvolver conhecimentos acerca de:

(Comunicação Aumentativa e Alternativa, Sistema BraiIIe , Orientação e Mobilidade, Soroban, Ensino da Língua Brasileira de Sinais - libras, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Atividades de Vida Diária, Atividades Cognitivas, Aprofundamento e Enriquecimento Curricular, Estimulação Precoce, entre outros)

BRASIL,2006.

2 de fev. de 2009

Programas de acessibilidade




O Ministério da Educação, por intermédio da (ACS) Assessoria de Comunicação Social,desenvolve programas que promovem a acessibilidade por meio de várias ações, como por exemplo:

Livros – Está universalizada a distribuição dos livros didáticos em braille para o ensino fundamental, dos livros em áudio e braille para o ensino médio, do livro digital em língua brasileira de sinais (Libras) para a alfabetização e anos iniciais do ensino fundamental, do dicionário ilustrado trilíngüe libras, português e inglês, da coleção de literatura infanto-juvenil digital em libras e dos livros paradidáticos em braille, e dos acervos pedagógicos e de literatura infanto-juvenil nos formatos áudio, caracteres ampliados, libras e braille. Para o acesso aos livros nesses formatos, teve início em 2007 a distribuição dos laptops com sintetizador de voz para alunos cegos do ensino médio e anos finais do ensino fundamental.
Libras – Para difundir o uso e o ensino da língua brasileira de sinais, o MEC financiou a implementação de cursos a distância de letras com licenciatura em libras e de bacharelado em tradução e interpretação, em 30 pólos que abrangem todos os estados. O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e instituições federais de ensino superior passaram a oferecer o curso bilíngüe de formação de professores. Há ainda o Exame Nacional para Certificação em Libras (Prolibras), realizado todos os anos, para atestar a proficiência dos professores em tradução e interpretação da libras.
PDE – A construção de um sistema educacional inclusivo também conta com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que implementou o Programa de Formação Continuada de Professores na Educação Especial, com 20 mil vagas para docentes em exercício na rede pública.
Além disso, o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais distribui 4,3 mil salas compostas com equipamentos de informática, eletroeletrônicos, materiais didáticos e recursos de acessibilidade. O Programa Escola Acessível destina recursos para adequação de 2 mil prédios escolares e o Programa BPC na Escola passa a acompanhar o acesso e permanência dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) de zero a 18 anos nas instituições de ensino.
Os grifos são meus e objetivam ressaltar a relevância destes programas na promoção de sistemas educacionais inclusivos
conteúdo retirado do site http://www.mec.gov.br/







15 de jan. de 2009

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva-MEC/SEESP-2008

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela portaria Ministerial nº555, de 5 de junho de 2007, prorrogada pela portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007, entregue ao ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008,confirura a educação inclusiva como um movimento político, cultural, social e pedagógico em prol dos direitos de todos a uma educação de qualidade, assim como também defende a estruturação de sistemas educacionais inclusivos, que contemple as especificidades de todos os educandos.

Para consultar e/ou imprimir o documento na íntegra acesse:
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Google
Política Nacional de Educação Especial 2008

13 de jan. de 2009

música de um diferente


Eu não sei pra onde vou
Muitas salas diferentes
Aqui na escola estou
Vou plantar uma semente
Eu agora sei quem sou
Aprendi uma lição
Grato à professora eu sou
Por ter tido compreensão
Onde o destino me levar
Vou abrir meu coração
Vou contar o meu progresso
Como é bom ter amigos
E também ter união
Eu vou achar
Um toque do destino
O brilho de um olhar
Sem medo de errar
Vou desfrutar
De tudo o que aprendi
Na escola que vivi
No fundo dos meus sonhos
Ser um vencedor
De “Um sonhador” (Leandro e Leonardo), apresentada no seminário por crianças portadoras de capacidades especiais. A letra foi adaptada pela profa. Maria de Fátima Santos (Emef Saturnino Pereira), com a colaboração da profa. Maria Bárbara Gonçalves (Emef Wladimir Herzog) e profa. Maria do Carmo Nogueira (Emef Maurício Goulart).

12 de jan. de 2009

diferença é riqueza

vaso chinês
Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas. Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água. Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer. Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: 'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...' A velhinha sorriu: 'Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa. Cada um, de nós, tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um, de nós, tem, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.' Portanto, meu 'defeituoso' amigo, tenha um bom dia e lembre de regar as flores do seu lado do caminho... e envie este e-mail a algum ou a todos os seus 'defeituosos' amigos. Sem esquecer que é 'defeituoso' também quem a enviou a você!

8 de jan. de 2009

inclusão excludente


“A INCLUSÃO QUE TEMOS HOJE EM MUITAS DE NOSSAS ESCOLAS É UMA INCLUSÃO EXCLUDENTE, QUE NADA MAIS SIGNIFICA DO QUE A INSERÇÃO FÍSICA DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NAS SALAS DE AULA DO ENSINO REGULAR.”

Se você deixa de ver a pessoa, vendo apenas a deficiência quem é o cego?
Se você deixa de ouvir o grito do seu irmão para a justiça, quem é o surdo?
Se você não pode comunicar-se com sua irmã e a separa, quem é o mudo?
Se sua mente não permite que seu coração alcance seu vizinho, quem é o deficiente mental?
Se você não se levanta para defender os direitos de todos, quem é o aleijado?
A atitude para com as pessoas deficientes pode ser nossa maior deficiência... E a sua também.
(Autor desconhecido)

Inclusão: o que eu tenho a ver com isso?



A inclusão configura-se como paradigma de repercussão mundial que se intensificou a partir da Conferência Mundial de Educação para todos (1990) e vem se afirmando em documentos e legislações, nacionais e internacionais que defendem a implementação de políticas educacionais públicas que atendam aos princípios do direito à diversidade, à acessibilidade e a eliminação das barreiras que se interpõem no processo de ensino- aprendizagem e provoca a exclusão de milhares de alunos.
A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (2007), desenvolvida pelo MEC/SEESP, ratifica essa luta pela inclusão e busca fortalecer a construção de políticas públicas e a construção de sistemas educacionais inclusivos promotores de uma educação de qualidade para TODOS, à medida que a inclusão não está direcionada, exclusivamente, para os sujeitos portadores de necessidades educacionais especiais. A inclusão se destina a promover uma educação de qualidade para todos os que, por algum distúrbio ou dificuldade, estão excluídos do processo de aprendizagem.
Diante desta realidade, para que esse movimento se concretize com sucesso, será necessário uma reestruturação dos sistemas de ensino, dos currículos escolares, das práticas educativas e das nossas posturas, enquanto educadores, para que se rompa com os antigos paradigmas que defendem a concepção de práticas homogeneizadoras e promova a equalização de oportunidades e possibilite o acesso e permanência aos sistemas de ensino regular de todos os educandos, independente de suas condições físicas, psíquicas,sociais, lingüísticas,etc.
É nesta perspectiva, que nós, educadores, temos tudo a ver com a inclusão, pois precisamos rever nossas práticas pedagógicas, com o intuito de proporcionarmos aos nossos alunos uma educação mais humana e mais significativa que favoreça a promoção da aprendizagem, do desenvolvimento e da valorização da diversidade enquanto condições salutares para atender as necessidades educacionais de TODOS os nossos educandos.
PINHEIRO, Genilda M. de O.