26 de abr. de 2009


Jacki, fiquei muito honrada por você ter repassado este selinho para mim. É salutar o nosso enganjamento nessa luta em prol da educação inclusiva, cordialmente, genilda.Bjs

24 de abr. de 2009

Alfabetização de crianças deficientes visuais

O processo de alfabetização de uma criança cega apresenta grandes desvantagens em relação à alfabetização de crianças videntes, que estão cotidianamente em contato com um ambiente alfabetizador: repleto de imagens, letras, símbolos, números, etc., enquanto que a criança cega entra em contato com este ambiente apenas quando entra na escola e como é desprovida da visão, precisa que esses elementos estejam em relevo para despertar sua curiosidade tátil, decodificando o mundo pelo tato.
Ao contrário do processo de alfabetização em língua portuguesa, a escrita em braile é realizada num processo inverso, da direita para a esquerda, evitando o que o autor chama de espelhamento no papel. Já o processo de leitura, acontece da mesma forma que no português.
A leitura em Braille é realizada a partir da decodificação da combinação de pontos que resulta na configuração de letras de maneira fragmentada e seqüencial, necessitando de reconhecer as características do código. Desse modo, o estágio inicial do desenvolvimento envolve especificamente a percepção tátil
Além disso, o processo de alfabetização em Braille envolve situações básicas como identificar a posição dos pontos, identificar a posição do sinal gerador de acordo com conceitos espaciais (em cima, embaixo, direita, meio, etc.) e a criança também precisa ter desenvolvido essas noções e outras noções como coordenação motora, sensibilidade e discriminação tátil, etc. Assim, com o auxílio da professora e em conjunto com os colegas e muito treino explorando o tato e a sensibilidade do deficiente visual, o processo de alfabetização em Braille na sala de aula regular se efetivará.

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. Atendimento Educacional Especializado. Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1999.

texto reflexivo

Esta é uma história de um soldado que estava voltando para casa após a terrível Guerra do Vietnã e antes de sair da Base Militar ele ligou para os pais e disse:Filho: Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas quero pedir-lhes um favor.Pais emocionados: Claro meu filho, peça o que quiser!Filho: Eu tenho um amigo e gostaria de levá-lo comigo.Pais: Claro meu filho, nós adoraríamos conhecê-lo!Filho: Entretanto, há algo que vocês precisam saber. Ele fora terrivelmente ferido na última batalha. Ele pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior que ele não tem nenhum lugar para ir, e por isso eu gostaria que ele fosse morar aí com a gente.Pais assustados: Nós sentimos muito em ouvir isso meu filho. Talvez nós possamos ajudá-lo a encontrar algum lugar onde ele possa morar e viver tranqüilamente.Filho emocionado e nervoso: Não Mamãe e Papai, eu gostaria que ele fosse morar aí conosco!Pais constrangidos: Filho, disse o Pai. Você não sabe o que está nos pedindo. Nós já passamos tanta dificuldade e além disso, temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira no nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz! Ele encontrará uma forma de viver e alguém que o ajude.....Na mesma hora o filho bate o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois os pais receberam um telefonema do Exército Americano.Exército: (atende o pai) Por acaso conhece ou é parente de alguém chamado Henry Thrumam?Pai. Sim, conheço. Ele é o meu filho.Exército: Pois é. Hoje a tarde nos o encontramos morto na Base Militar.Pai assustado: Como assim morto? Assassinado? Onde está o amigo dele deficiente? Ele não estava voltando para a América?Exército: Seu filho suicidou-se e deixou um bilhete. Quer que eu leia para o Sr.?Pai chorando: Sim, quero. Por favor!!Exército lendo o bilhete: “ Pai! Mãe! Vocês se lembram de quando liguei pra vocês e disse que levaria o meu amigo pra morar com a gente e que havia ficado deficiente porque pisou em uma mina e tinha apenas um braço e uma perna!!? Pois é. Aquele amigo deficiente era eu!!! Ao invés de voltar pra casa eu resolvi me matar, porque não sei qual seria a reação de vocês sabendo que o seu filho era deficiente!! Não sei se Deus irá me perdoar por esse ato de suicídio, mas estou aqui de cima rezando e peco para que vocês ajudem a sociedade a acabar com o preconceito que existe contra o deficiente de um modo geral. Sempre amei vocês!! ”
Autor desconhecido

texto retirado do blog educacaoparatodosrj.blogspot.com

20 de abr. de 2009

Lenda




Leito de Procusto

Uma antiga lenda grega nos conta sobre um homem rico, poderoso, obsequioso e cortês, de nome Procusto, que tinha por hábito convidar estranhos para seu palácio. O hóspede era recebido com requinte: túnicas primorosamente talhadas, vinhos muito especiais, iguarias inesquecíveis e... um leito suntuoso. Ao visitante, porém um único problema se apresentava: encaixar-se perfeitamente no leito. Se houvesse qualquer discrepância, entre os tamanhos da cama e do convidado, este era cortado ou esticado para que se adequasse às proporções devidas. A morte era quase certa! Só poucos e raros convidados a absolutamente adequados à dimensão preestabelecida, alcançavam a velhice.





(metáfora reproduzida em BOATO, Elvio Marcos. A caminho de um ensino mais que especial. Brasília: Hildebrando e Autores Associados, 2002, p. 38, citando, AMARAL , Lígia a Pensar a Diferença/Deficiência. Brasília: CORDE, 1994)

13 de abr. de 2009

Aspectos jurídicos- direito à educação das pessoas com deficiencia

''Tratar igualmente o igual e desigualmente o desigual'' Aristóteles
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)‏
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos...(Art. 1º)”
Declaração de Jomtien (1990)‏
“a educação é um direito fundamental de todos...”
Declaração de salamanca (1994)
Necessidades Educativas Especiais.
Convenção da Guatemala (1999)‏
“as pessoas portadoras de deficiências têm os mesmos direitos”
Constituição Federal (1988)‏
Fundamentos da repúlblica: a cidadania e a dignidade da pessoa humana(art.1º ,inc.II e III)
Objetivos fundamentais: a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, sexo, raça, cor, etc e quaisquer outras formas de discriminação(art.3º, inc.IV)
Direito à igualdade(art. 5º)
Direito de TODOS à educação- igualdade de condições de acesso e permanencia na escola, inclusive aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segunda a capacidade de cada um (art. 205;206,inc.I; 208), sendo considerado dever do estado a sua oferta
Estatuto da Criança e do Adolescente (1990)‏
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n º 9394/96
Capítulo V, há elementos fundamentais para a concretização da Educação Especial Inclusiva:
1 - Haverá, quando necessário, serviços de apoio Especializado, na escola regular, para atender às Peculiaridades da clientela de Educação Especial Inclusiva;
2. O atendimento educacional será feito nas classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das
condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
Tem início na faixa etária de zero a seis anos, durantea Educação Infantil.
No artigo 3, inciso I da LDB em igualdade de condições para acesso e permanência na escola.
Plano Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (1999)‏
Plano Nacional de Educação (2001)

Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas com Deficiência (2001)‏
Diretrizes Nacionais para a Educação Básica (2001)‏

Os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais 1997
Declaração de Inclusão / Salamanca (1996),
referendada pela Declaração da Guatemala em (1999).
Política Nacional de Educação Inclusiva(2008)
São as referências documentais para entender a nova idéia deste tipo de educação escolar no sistema educativo nacional.

Alunos com Necessidades Educacionais Especiais

São aqueles que apresentam, durante o percurso do processo educacional, dificuldades acentuadas de aprendizagem, que podem ser permanentes ou transitórias; não vinculadas a uma causa orgânica específica ou relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências, englobando dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, bem como altas habilidades/superdotação.
Tipos de necessidades educacionais especiais:
Altas habilidades/superdotação:

Notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados:
Capacidade intelectual geral
Aptidão acadêmica específica
Pensamento criativo ou produtivo
Capacidade de liderança
Talento especial para artes
Capacidade psicomotora
Autismo:
Transtorno do desenvolvimento caracterizado, de maneira geral, por problemas nas áreas de comunicação e interação, bem como por padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades.
Condutas típicas:
Manifestações de comportamento típicas de portadores de síndromes (exceto Síndrome de Down) e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado.
Deficiência auditiva:
Perda parcial ou total bilateral de 25 decibéis (dB) ou mais, resultante da média aritmética do audiograma, aferidas nas freqüências de 500 Hertz (Hz), 1.000 Hz, 2.000 Hz, 3.000 Hz, 4.000Hz; variando de acordo com o nível ou acuidade auditiva daseguinte forma:
- Surdez leve/moderada:

Perda auditiva de 25 a 70 dB. A pessoa, por meio de uso de Aparelho de Amplificação Sonora Individual – AASI, torna-se capaz de processar informações lingüísticas pela audição; conseqüentemente, é capaz de desenvolver a linguagem oral.
- Surdez severa/profunda:

Perda auditiva acima de 71 dB. A pessoa terá dificuldades para desenvolver a linguagem oral espontaneamente. Há necessidade do uso de AASI e ou implante coclear, bem como de acompanhamento especializado. A pessoa com essa surdez, em geral, utiliza naturalmente a Língua de Sinais.
Deficiência física:
Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, abrangendo, dentre outras condições, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquiridas, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho das funções.
Deficiência mental:
Limitações significativas tanto no funcionamento intelectual como na conduta adaptativa, na forma expressa em habilidades práticas, sociais e conceituais.
Deficiência Múltipla:
Associação de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditiva/física), com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa.
Deficiência Visual:
Perda total ou parcial, congênita ou adquirida, variando de acordo com o nível ou acuidade visual da seguinte forma:
- Cegueira:
Perda total ou o resíduo mínimo de visão que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
- Baixa Visão ou Visão Subnormal:
Comprometimento do funcionamento visual de ambos os olhos, mesmo após tratamento ou correção। A pessoa com baixa visão possui resíduos visuais em grau que lhe permite ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos ópticos especiais
Surdocegueira:
Defiicência singular que apresenta perdas auditivas e visuais concomitantemente em diferentes graus, necessitando desenvolver diferentes formas de comunicação para que a pessoa surdacega possa interagir com a sociedade.
Síndrome de Down:
Alteração genética cromossômica do par 21, que traz como conseqüência características físicas marcantes e implicações tanto para o desenvolvimento fisiológico quanto para a aprendizagem.
AEE-(Atendimento Educacional Especializado),MEC/SEESP,2007

5 de abr. de 2009

IGUAL-DESIGUAL




Eu desconfiava:todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais.
Todos os partidos políticos são iguais.

Todas as mulheres que andam na modasão iguais.
Todas as experiências de sexo são iguais.Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais e todos, todos os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.

Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho ímpar.
Carlos Drummond de Andrade
Desse modo...
POR QUE MESMO SABENDO DAS NOSSAS DIFERENÇAS, NÃO ACEITAMOS OS DIFERENTES?

3 de abr. de 2009

Educação Inclusiva:Direito à diversidade

O QUE É:
programa que promove a formação continuada de gestores e educadores das redes estaduais e municipais de ensino para que sejam capazes de oferecer educação especial na perspectiva da educação inclusiva.
OBJETIVO:
construir redes atendam com qualidade e incluam nas classes comuns do ensino regular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
COMO FUNCIONA:
Atualmente, o programa está em funcionamento em 162 municípios-pólo. Em parceria com o Ministério da Educação, esses municípios oferecem cursos, com duração de 40 horas, em que são formados os chamados multiplicadores. Após a formação recebida, eles se tornam aptos a formar outros gestores e educadores. De 2003 a 2007, a formação atendeu 94.695 profissionais da educação com a participação de 5.564 municípios.
fonte:www.mec.gov.br/SEESP

Escola acessível

O programa Escola Acessível, da Secretaria de Educação Especial, busca adequar o espaço físico das escolas estaduais e municipais, a fim de promover acessibilidade nas redes públicas de ensino. As escolas interessadas em participar devem apresentar suas demandas de acessibilidade no Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola).
Em 2009, serão priorizadas 27 mil escolas. Entre 2007 a 2008 foram atendidas 2.543 escolas. Os recursos serão repassados por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) à unidade executora.
informação retirada do site www.mec.gov.br/SEESP

Recursos de acessibilidade ao computador



"Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis.
Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis."
Mary Pat Radabaugh