15 de nov de 2009

Deficiente do meu coração
Encontro forças para superar a
Frustrada tentativa de fazerem me sentir
Inválida.
Certeza eu tenho, eles não conseguirão
Impossibilidade física nunca signficou dependência.
Entretanto alegre eu sou, pois o ''Pai'' me ama.
Ninguém é melhor ue eu
Tristeza é o que sinto dos outros que com piedade me olham
Emoções me dilaceram quando digo:
Sou apenas DIFERENTE.
Vera Cristina Moreira.

17 de set de 2009

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO-AEE

A Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Ceará iniciará, no segundo semestre deste ano, o Curso de Especialização em Atendimento Educacional Especializado, voltado para a formação de professores de escolas públicas, para atuarem junto a crianças com necessidades especiais.
A ideia é proporcionar atendimento educacional especializado por parte dos educadores a fim de melhor inserir as crianças que estudam em salas de aula normais. O curso será semi-presencial, com aulas na Faced para educadores de todo o País, e contará com a parceria da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Fonte: Profª Rita Vieira de Figueiredo, do Departamento de Estudos Especializados da Faced – (fone: 85 3366 7506)

2 de set de 2009

“QUEM DERA”

Quem dera pudesse escolher meu destino
Quem dera pudesse levar uma vida normal
Quem dera pudesse andar pelos caminhos
Quem dera pudesse mostrar meu potencial

Não tenho culpa de ser assim
Não quero que tenham pena de mim
Só quero um abraço, um aperto de mão
Eu quero carinho e atenção

Não tenho culpa de ser assim
Não quero que tenham pena de mim
Só quero levar uma vida normal
E que nunca me tratem como excepcional


Dependo de alguém pra cruzar meu caminho
Dependo de alguém pra mostrar meu lado normal
Dependo de alguém pra mostrar que existo
Dependo de alguém pra mostrar que sou especial

Não tenho culpa de ser assim...

Autor:
Francisco das Chagas Guimarães

1 de set de 2009

AS ILHAS AFORTUNADAS


Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,

Por ter havido escutar.
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança

A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,

Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
Cala a voz, e há só o mar.

25 de ago de 2009

O imaginário da inclusão na Literatura Infanto- juvenil

Adaptação da Fábula O patinho Feio
Apresentação da peça “As aventuras do patinho feio em: Somos todos iguais”.APRESENTAÇÃO:
Criança: Bom dia! A Escola Municipal Profª. Terezinha Garcia Pereira tem a honra de apresentar a VI amostra cultural, e nós, alunos do pré II,iremos apresentar a peça teatral “As aventuras do patinho feio em: somos todos iguais”que tem como tema: A inclusão Social, na qual mostraremos que diferença não é pobreza, diferença é riqueza.
(música de fundo)...
Narrador:
Era uma vez uma jovem pata que, orgulhosa, chocava sua primeira ninhada.Passado algum tempo, os ovos começaram a se quebrar.De todos nasceram lindos patinhos. Porém, restava apenas um ovo, e a mamãe continuou a chocá- lo com muito carinho. Quando este finalmente se partiu, saiu dele um patinho cinzento, feio e desengonçado. A mamãe pata achou estranho mas amou-o da mesma forma que seus irmãos.No dia seguinte, Dona pata chamou:
Dona pata:---- Venham, vamos passear pela fazenda.
Narrador: E lá seguiu ela toda orgulhosa.
Narrador: Passaram por Totó, o cachorro da fazenda, que foi logo dizendo:
Cachorro: --- Que lindos patinhos, pena que este último seja tão desengonçado.
Narrador: Todos os animais da fazenda zombavam do patinho, e o apelidaram de patinho feio. A mamãe pata achou que poderia ter algo errado com o patinho e resolveu levá-los para nadarem no lago. O patinho feio nadou tão bem quanto seus irmãos, e a mamãe pata ficou aliviada.
Dona pata: Ele é diferente, mas é meu filho e também o amo.
Narrador: Quanto mais o tempo passava, mas diferente o patinho ficava. Os animais da fazenda o maltratavam.Os seus irmãos o evitavam nas brincadeiras.
Irmãos: Não queremos brincar com você, você é diferente de nós.
Patinho: Ninguém gosta de mim, o que tenho de errado?
Narrador: Muito magoado com toda essa situação o patinho resolveu fugir. Foi caminhando sem rumo pela floresta, e encontrou alguns patos selvagens, mas eles também zombaram dele:
Patos selvagens: Olhem, lá gente, que patinho feio!
Narrador: Muito triste, percebeu que ali também não podia morar, e seguiu o caminho. Para piorar, começou o inverno. (soltar algodão pinicado para simbolizar em um monte de lenha no quintal.
Patinho: Oba! Finalmente achei um lugar para ficar.
Narrador: No dia seguinte,foi encontrado pela dona da casa:
Dona da casa: Pobrezinho, você deve estar com muito frio. Venha comigo, irei aquecê-lo.Ela o levou para dentro de casa, e o patinho achou que havia encontrado um lar. Infelizmente o gato de estimação daquela casa era muito malvado e logo tratou de mandar o patinho embora.
Gato: Vá embora, aqui não tem lugar para você.
Patinho: Porque não posso ficar? Poderei ser seu amigo.
Gato: Não quero um amigo feio igual a você. Aqui só tem lugar para mim.
Narrador: Ele continuou sue caminho. A primavera chegou, (soltar folhas secas) o patinho resolveu procurar um lago para nadar. Encontrou um que estava cheio de lindos cisnes, e pensou:
Patinho: Como gostaria de ser lindo assim!
Cisnes: Venha nadar conosco, amigo!
Narrador: Convidou um dos cisnes. Nisso, o patinho entrou na água e viu o seu reflexo espelhado nela.
Patinho: Noooossa! Este sou eu mesmo?
Narrador: O patinho, que antes era tão feio, havia se transformado em um lindo cisne. E de agora em diante,teria uma família e amigos de verdade.
Patinho: Ah, como é bom saber que não estou sozinho, sou uma parte de uma imensa vida!
FINAL:
(todos os personagens se abraçam formando um círculo).
Moral da história (criança falando):
“Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza;
temos o direito a sermos diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza”.


6 de ago de 2009

Inclusão:pontos e contrapontos

O objetivo de educação inclusiva, uma conquista da educação brasileira, é garantir o direito de todos a à educação, o acesso e também as condições de permanência e continuidade do estudo, preferencialmente no ensino regular.
O acesso dos alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular atualmente é uma constante em nosso país. No entanto, os nossos gestores e governantes precisam conscientizar- se que inclusão não significa simplesmente a inserção física desse aluno especial em uma sala de aula do ensino regular. Além de garantir a entrada, precisamos oferecer subsídios para a permanência e o desenvolvimento integral do mesmo.
Desse modo, é necessário que os sistemas de ensino se articulem e estabeleçam parcerias com outras instituições e/ou órgãos e promovam mudanças significativas tanto nos suas propostas pedagógicas, currículo, organização escolar, etc., como nas suas estruturas arquitetônicas, com o objetivo de remover as barreiras que se interpõe nos processos educativos desses alunos.Além disso, para poderem responder à diversidade dos alunos, a escola necessita dispor de recursos,humanos e materiais, para atender integralmente esta clientela.
Diante dessa realidade, a realidade educacional da maioria das escolas públicas é bastante precária, fazendo-se imprescindível e de grande relevância efetuar investimentos e o estabelecimento de parcerias, para que as mesmas possam adquirir recursos elaborar projetos que busquem adapta- las para a inclusão.
Em se tratando de acessibilidade arquitetônica (banheiros adaptados, rampas, o tipo de piso, as cores, etc.);mobiliários; equipamentos;comunicação e informação ainda tem muito o que galgar para adquirir uma infra- estrutura que promova a estadia e a locomoção de todos com segurança e autonomia.
Diante dessa perspectiva, a implementação de um serviço de TA é indispensável nas escolas , à medida que proporcionará ao aluno com deficiência atendimento educacional especializado, objetivando oferecer recursos e estratégias que facilite sua inserção social e conseqüentemente seu acesso aos conhecimentos escolares, desenvolvendo seu potencial, sua aprendizagem e sua autonomia. Assim, é indispensável que nós, professoras especialistas, busquemos parcerias com outras áreas e desenvolva projetos que objetivem atingir de acessibilidade, tanto arquitetônica, como aos atendimentos de saúde, ações de assistência social, de acesso aos espaços, recursos pedagógicos, à aprendizagem, etc, sempre valorizando as diferenças, para que todos tenham possibilidades de sucesso, tanto na escola como na vida prática.
Além disso, indispensável que estejamos sempre em busca de formação continuada com o intuito de aperfeiçoarmos nossa prática pedagógica.“Fazer educação Inclusiva não consiste em fazer que as pessoas se tornem iguais, mas em levar cada indivíduo a preservar su.”as particularidades, aprender a conviver com suas potencialidades, mas também com suas fraquezas e limites , numa consciência de que não são infalíveis

Deficiência mental: limites e possibilidades

Existem inúmeras concepções errôneas a respeito da deficiência visual. De acordo com as concepções difundidas na sociedade, os cegos são pessoas que possuem outros sentidos mais desenvolvidos como o tato, o ouvido e a memória que os utilizam para compensar a falta de visão ou ainda que as pessoas cegas são dotadas de talentos e dons especiais.Algumas dessas concepções se constituem em mitos difundidos na sociedade. As idéias e os conceitos disseminadas contribuem satisfatoriamente para desfazer os equívocos a respeito da condição de cegueira. A audição e o tato são os principais canais de informação do deficiente visual. Entretanto, por ele estar desprovido de imagens visuais, ao ouvir sua denominação ou descrição dos objetos. O mesmo formará uma idéia vaga com relação a esse objeto, pois irá assimilar as características por partes para poder formar o todo, construindo um conceito fragmentado e desconexo.Assim é através das fontes sonoras, estímulos táteis e contato físico que o cego constrói seu conhecimento de mundo.
Desse modo, as restrições visuais não são suficientes para definir os limites e as possibilidades do deficiente visual, sendo necessário inúmeros fatores para revelar a capacidade de uma pessoa. Desse modo, com um trabalho pedagógico eficiente, que compense as limitações desse indivíduo e contemple suas especificidades, desenvolvendo a consciência corporal, possibilitando ao mesmo o acesso a recursos não- visuais, à vivência de experiências concretas através de atividades sensoriais, proporcionarão ao mesmo o desenvolvimento da função simbólica e do pensamento abstrato e, conseqüentemente a construção ativa do conhecimento.Isso contribuirá para mudarmos essas concepções equivocadas a respeito desses indivíduos e concluirmos que a deficiência não é impedimento para o aprendizado e para o desenvolvimento de cidadãos íntegros e capazes.

Inclusão: Uma possibilidade de (re)pensar as práticas pedagógicas

A inclusão foi, sem dúvida alguma uma das maiores conquistas da educação mundial. No entanto,para que a educação realmente aconteça, é necessário uma mudança radical em termos de consciência e de estrutura e práticas pedagógicas com o intuito de almejar um ambiente de convivência respeitosa, enriquecedora, acolhedora e livre de qualquer discriminação. Em se tratando de inclusão de deficientes físicos na sala de aula do ensino regular, faz- se necessário à princípio, a remoção de barreiras arquitetônicas, de comunicação e de locomoção que impedem o acesso desse aluno ao ambiente externo e também ao currículo escolar e à produção do conhecimento. Diante dessa realidade, torna-se mister que as instituições escolares promovam reformas na estrutura física,construam rampas, banheiros adaptados para locomoção de cadeiras de rodas, corrimãos etc. Desse modo, o aluno deficiente físico terá condições para o acesso e locomoção no interior da escola.
Para que esses direitos sejam assegurados aos deficientes precisamos estarmos atentos às leis que fundamentam esses direitos como: a Constituição Federal de 1988, art. 206, Inc.I e 208, Inc. III que ressaltam que o atendimento educacional será realizado preferencialmente na rede regular de ensino, na Convenção de Guatemala,UNESCO- 2004( art. 1º , nº 2,”a”),que defende a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência,punindo qualquer forma de discriminação,diferenciação ou exclusão. Além dessas leis, podemos nos pautar na Declaração Mundial de Educação para Todos ( 1990);Declaração de Salamanca ( UNESCO 1994), NA Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência ( ONU 2006); que defendem os direitos e a inclusão de pessoas com deficiências em bases iguais com as demais pessoas, dando acesso e oportunidades a todos igualmente. Com base nesses pressupostos, a Resolução CNE/CEB nº. 02/2001 ( MEC/SEESP, 2004), declara:

Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos cabendo as escolas se organizarem para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando às condições necessárias para uma educação de qualidade para todos ( MEC/SEESP, 2008,pg. 17).

Nesses propósitos, cabe às escolas abraçarem a inclusão, abrindo as portas para todos e adequando-se e flexibilizando o seu currículo, com o intuito de oferecer uma educação de qualidade a todos, considerando as especificidades de cada um. Qualquer infração a esses direitos configuram-se em crimes previstos nas leis nº 7. 853/98, 10.048 e 10. 098/00. Caso isso aconteça, os interessados deverão encaminhar o caso ao Ministério Público Local, que tomará as providências cabíveis.
BRASIL,Ministério da Educação.Secretaria de Educação Especial.Atendimento Educacional Especializado.Aspectos Legais e Orientações Pedagógicas.São Paulo:MEC/SEESP,2008.

26 de jul de 2009

CONTRA A EXCLUSÃO: precisamos da sua ação imediata

Caríssimos
Os defensores da exclusão estão bombardeando o MEC para não homologar a resolução que garante o direito de todas as crianças com deficiência nas escolas comuns.
Precisamos imediatamente contrapor esse movimento e garantir que a Constituição, a Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência e o futuro dos nossos filhos seja garantido.
Por favor, enviem o seu apoio à Homologação da Resolução No 13 do Conselho Nacional de Educação para :

gm-chefia@mec. gov.br

(Texto sugerido, por Fabio Adiron)

Exmo Sr. Fernando Haddad Ministro da EducaçãoNós, abaixo-assinados, cidadãos brasileiros, entidades em defesa das pessoas com deficiência, organizações sociais e educacionais, solicitamos ao Ministério da Educação a imediata homologação da Resolução No. 13 do Conselho Nacional de Educação, um avanço inequívoco em direção a uma sociedade justa, inclusiva e com cidadania para TODOS. Acreditamos que a educação inclusiva é base para a autonomia e para a vida independente e consideramos que o direito todo aluno de estudar na classe comum da escola regular é um direito dele; constitui obrigação da família, da sociedade e do Estado. A proposta de manter a educação segregada para crianças, adolescentes e jovens implica em abrir mão de um direito constitucional, dispondo de um direito que, por natureza, é definido como indisponível. Falar em educação não implica tratar apenas do hoje, mas também do amanhã e do futuro de pessoas com deficiência que um dia deixarão de ser alunos e que devem ter o direito de viver em sociedade e fazer suas próprias escolhas. Devem também ter direito de acesso aos apoios quando necessário, à saúde, à cultura, ao trabalho, ao lazer, ao envelhecimento com dignidade e ao pleno exercício da cidadania. Lutamos e exigimos que na escola comum as pessoas com deficiência sejam atendidas em suas especificidades. Mas não vamos consentir que, sob o pretexto das “dificuldades do convívio e de apoios, da falta de capacitação e da dificuldade de aprendizado" e até mesmo de possíveis falhas – considerando que esta é uma mudança de paradigma para a escola e a sociedade - que os retrocessos aconteçam, com a tentativa de manter a política de segregação. Entendemos a importância do Atendimento Educacional Especializado, fortalecido pelo Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008, que acontece necessariamente no contraturno atendendo às especificidades dos alunos com deficiência, assim como o Parecer nº 13/2009, que fortalece ainda mais o AEEe a Educação Inclusiva, direito indisponível e inquestionável garantido pela Constituição Federal nos art. 205, 206 e 208 e pelo art. 24 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil através do Decreto legislativo 186/2008, com status de emenda constitucional. É importante considerar que, assim como a sociedade, a escola deve servir a todos (as) e levar em conta que a educação é essencial na vida de qualquer pessoa, bem como a convivência e o rompimento das barreiras do preconceito que os alunos com deficiência enfrentam. Quanto menor o convívio, mais as pessoas com deficiência serão consideradas como "especiais", que pertencem a um mundo à parte. Agindo desta forma, mais dificuldades deixaremos como legado para seu futuro, quando não mais estaremos presentes. Acreditamos que é justamente para evitar discriminar e segregar que a nossa Lei Maior garante esse direito que se traduz em dever para a família, sociedade e Estado, assim como a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que vigora no território nacional com valor de Emenda Constitucional garante a inclusão plena para pessoas com deficiência desde o seu nascimento. Defendemos a inclusão total e incondicional de todas as pessoas em todos os contextos sociais e o direito de serem beneficiárias dos bens públicos e privados. Defendemos o processo de transformação da sociedade para atender a singularidade humana e a pluralidade cultural, o que implica em rupturas e mudanças políticas, econômicas e sociais. Defendemos a cultura da diversidade em oposição a cultura do preconceito, com base nos direitos humanos fundamentais de igualdade, participação, solidariedade e liberdade. Defendemos a cultura da diversidade na educação não como busca do melhor modelo educativo individual ou de adaptações curriculares, mas da construção de sistemas educacionais inclusivos que assegurem o acesso e a permanência de todos como resultado da qualidade social da educação. Defendemos a educação como um direito de todos e dever do Estado, seja esse o provedor dos serviços educacionais ou o fiscalizador dos serviços prestados por entidades privadas. Defendemos a gestão democrática e controle social em todas as instâncias dos sistemas de ensino e nas unidades escolares. Defendemos que a educação escolar é o instrumento fundamental de desenvolvimento individual, social, cultural, político e econômico do país para garantir o exercício da cidadania. A SEESP/MEC cumpre com a sua obrigação ao entender, compreender e definir o Atendimento Educacional Especializado de acordo com a Constituição Federal de 1988 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em benefício dos 25 milhões de brasileiros com deficiência e suas famílias.

23 de jul de 2009


Acesse gratuitamente o livro Inclusão escolar e suas implicações
INCLUSAO ESCOLAR E SUAS IMPLICAÇOES‎de JOSE RAIMUNDO FACION - 1899 - 250
A inclusão escolar é a temática abertamente debatida, sob várias perspectivas, pelos autores deste livro ao realizarem uma abordagem pluralística da inclusão / exclusão.

14 de jul de 2009

EDUCAÇÃO INCLUSIVA:DIREITO À DIVERSIDADE


Está acontecendo em Jardim de Piranhas-RN, aos sábados,Iniciando-se no 11de julhode2009, o I curso de formação de Gestores e educadores- EDUCAÇÃO INCLUSIVA:DIREITO À DIVERSIDADE

3 de jul de 2009

DEFICIÊNCIAS

"Deficiente"
É aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco"
É quem não procura ser feliz.
"Cego"
É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
"Surdo"
É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão."
Mudo"
É aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico"
É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético"
É quem não consegue ser doce.
"Anão"
É quem não sabe deixar o amor crescer.E
"Miserável"
Somos todos que não conseguimos falar com Deus.

17 de jun de 2009

CAMPANHA PELO INCENTIVO A LEITURA

CAMPANHA PELO INCENTIVO A LEITURA

Este selinho eu ganhei da minha amiga Célia, do Blog DEFICIÊNCIA VISUAL E EDUCAÇÃO, que está enganjada na campanha de incentivo a leitura. Sinto-me lisonjeada em ser convidada a partipar de uma campanha tão importante, pois:

Os prazeres da leitura são múltiplos. Lemos para saber, para compreender, para refletir. Lemos também pela beleza da linguagem, para nossa emoção, para nossa perturbação. Lemos para compartilhar. Lemos para sonhar e para aprender a sonhar (há várias maneiras de sonhar...). A melhor maneira de começar a sonhar é por meio dos livros...”
Para que possamos juntos continuar com esta campanha tão importante é necessário seguirmos alguns passos.
1ºpasso é postar o selo no seu blog;
2º passo é linkar o blog que te presenteou com o selo;
3º passo é escrever uma frase sobre a importância do incentivo à leitura;
4º Escolher outros blogs que também tenham compromisso com a leitura e oferecer o selo para eles.
  • Educação para todos
  • Oficina da palavra
  • Prazer de ensinar
  • Tia Lu
  • Educar Sempre
  • Algodão doce
  • O Mundo da Alfabetização
  • Alfabetização e Cia
  • Avental de História

7 de jun de 2009

TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

Dificuldades ou transtornos de aprendizagem são situações momentâneas na vida do aluno.Apresenta-se como um transtorno simples , transitório e não patológico, mas decorrentes de determinantes sociais e/ou psicológicos.
De acordo com a CID – 10: organizado pela Organização Mundial de Saúde - OMS/1992, transtornos de aprendizagem podem ser definidos como...
..."grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e significativos no aprendizado de habilidades escolares. Estes comprometimentos no aprendizado não são resultados diretos de outros transtornos (tais como retardo mental, déficits neurológicos grosseiros, problemas visuais ou auditivos não corrigidos ou perturbações emocionais) embora eles possam ocorrer simultaneamente em tais condições"... (1993, p. 237)
O aluno com dificuldades de aprendizagem pode encontrar-se com vários anos de atraso em seu aprendizado relação a outra criança de mesma idade e série. Quem apresenta este tipo de limitação não consegue sucesso em seu processo educacional, à medida que não dispõem das condições essenciais à apropriação dos conhecimentos propostos pela proposta pedagógica escolar. Desse modo acarreta comprometimento em termos de aproveitamento e/ou aprendizagem.Assim, são considerados limitados ou incapazes.Sob este aspecto, Edler(2008,p. 95) sumaria:


Aqueles que apresentam dificuldades na aprendizagem com ou sem deficiência ,acabam ficando a margem do processo , pois seus resultados diferem[...] por não apresentarem os resultados considerados desejáveis , são relegados a espaços segregados e segregadores, não só em classes especiais , como no interior das próprias salas de ensino comum.

A escola sempre privelegiou o rendimento escolar e atividades de aprendizagem baseadas na homogeneidade das turmas. Desse modo, desconsidera a diversidade existente no interior da escola, enquanto (re) produz a exclusão no interior da escola.
FATORES QUE INTERFEREM NA APRENDIZAGEM

  • trantornos emocionais;
  • fator psicomotor e social;
  • fator sócio- afetivo;
  • desnutrição grave;
  • hiperatividade;
  • baixa auto-estima;
  • ausencia de interação professor/ aluno.
ALGUNS SINTOMAS DA DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM


  • dificuldade a leitura;
  • lentidão nas atividades;
  • dificuldade em assimilar conteúdos;
  • desprazer pelas dificuldades escolares;
  • dificuldade de atenção, concentração, e memorização;
  • dificuldade no desenvolvimento do raciocínio lógico- matemático;
  • dificuldade na ordenação e estruturação do pensamento;
  • dificuldade em expor suas idéias com clareza e ordenação do pensamento(oralidade)

COMO TRABALHAR AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM?

  • trabalhar o desenvolvimento emocional da criança;
  • estimular a auto-estima de criança;
  • trabalhar em parceria com a família;
  • promover a exploração da área sensorial da criança;
  • associa o trabalho pedagógico a uma idade anterior, adequado à idade cronológica da criança;
  • atividades de leitura modulado de acordo com um nível etário anterior, suscitando o interesse da criança.

CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS( DIFICULDADES) DE APRENDIZAGEM:

  • Dislexia
  • Disgrafia
  • Discalculia
  • Disortografia
  • Disartria
  • TDAH

DISLEXIA (distúrbio de leitura) A dislexia é uma perturbação manifestada pela dificuldade de aprender a ler, a despeito do ensino convencional, da inteligência adequada e da oportunidade sócio-cultural.Normalmente detectado na alfabetização,período no qual a criança inicia o processo de leitura e escrita de textos.Este distúrbio, pode ser precocemente pois a criança manifesta desde pequena sintomas como:

  • demora em aprender a segurar a colher para comer sozinho, a fazer laço no cadarço do sapato,pegar e chutar bola;
  • Atraso na locomoção;
  • Atraso na aquisição da linguagem;
  • Dificuldade na aprendizagem das letras,etc.


Cerca de 10% da população infantil apresenta este distúrbio.
Estudos sugerem que cerca de 25% a 40% das crianças com distúrbios de aprendizagem aparentemente herdaram um tipo de sistema nervoso vulnerável a esse problema.
Ocorre mais em meninos do que em meninas.
Outras pesquisas sugerem que a dislexia é provocada por problemas cerebrais ligados à visão e, provavelmente à audição e ao tato.
•A criança disléxica pode ter dificuldade de definir a posição e a forma do que vê (ela percebe as letras ao contrário ou giradas).
•Além dos distúrbios próprios da dislexia, as crianças podem apresentar problemas na linguagem, como o retardo no seu desenvolvimento e a dificuldade na articulação das palavras.
•Um problema freqüente é o ligado à “figura-fundo”, a dificuldade de focalizar a figura importante entre todas as outras entradas visuais no ambiente.
•A criança disléxica pula palavras e até linhas.

  • "Assim como João, inúmeras outras crianças, como bom nível intelectual, são incapazes de utilizar adequadamente alguns instrumentos básicos de comunicação, como a leitura, a escrita, a interpretação de textos ou o aprendizado de uma 2ª língua, sendo muitas vezes totalmente desmotivadas pelo baixo desempenho na vida escolar."- trecho do livro João, preste atenção!

faça o download grátis do livro no endereço http://www.dislexia.org.br/material/materiais/materiais_livros.html


27 de mai de 2009

Inclusão: Aspectos legais e Orientações Pedagógicas

A inclusão foi, sem dúvida alguma uma das maiores conquistas da educação mundial. No entanto,para que a educação realmente aconteça, é necessário uma mudança radical em termos de consciência e de estrutura e práticas pedagógicas com o intuito de almejar um ambiente de convivência respeitosa, enriquecedora, acolhedora e livre de qualquer discriminação. Em se tratando de inclusão de deficientes físicos na sala de aula do ensino regular, faz- se necessário à princípio, a remoção de barreiras arquitetônicas, de comunicação e de locomoção que impedem o acesso desse aluno ao ambiente externo e também ao currículo escolar e à produção do conhecimento. Diante dessa realidade, torna-se mister que as instituições escolares promovam reformas na estrutura física,construam rampas, banheiros adaptados para locomoção de cadeiras de rodas, corrimãos etc. Desse modo, o aluno deficiente físico terá condições para o acesso e locomoção no interior da escola.
Para que esses direitos sejam assegurados aos deficientes precisamos estarmos atentos às leis que fundamentam esses direitos como: a constituição federal de 1988, art. 206, Inc.I e 208, Inc. III que ressaltam que o atendimento educacional será realizado preferencialmente na rede regular de ensino, na Convenção de Guatemala,UNESCO- 2004( art. 1º , nº 2,”a”),que defende a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência,punindo qualquer forma de discriminação,diferenciação ou exclusão. Além dessas leis, podemos nos pautar na Declaração Mundial de Educação para Todos ( 1990);Declaração de Salamanca ( UNESCO 1994), NA Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência ( ONU 2006); que defendem os direitos e a inclusão de pessoas com deficiências em bases iguais com as demais pessoas, dando acesso e oportunidades a todos igualmente. Com base nesses pressupostos, a resolução CNE/CEB nº. 02/2001 ( MEC/SEESP, 2004), declara:

Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos cabendo as escolas se organizarem para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando às condições necessárias para uma educação de qualidade para todos ( MEC/SEESP, 2008,pg. 17).

Nesses propósitos, cabe às escolas abraçarem a inclusão, abrindo as portas para todos e adequando-se e flexibilizando o seu currículo, com o intuito de oferecer uma educação de qualidade a todos, considerando as especificidades de cada um. Qualquer infração a esses direitos configuram-se em crimes previstos nas leis nº 7. 853/98, 10.048 e 10. 098/00. Caso isso aconteça, os interessados deverão encaminhar o caso ao Ministério Público Local, que tomará as providências cabíveis.
BRASIL,Ministério da Educação.Secretaria de Educação Especial.Atendimento Educacional Especializado.Aspectos Legais e Orientações Pedagógicas.São Paulo:MEC/SEESP,2008.

21 de mai de 2009

Eu decidi...

video

vídeo retirado do site http://www.vezdavoz.com.br/

Não deixe que as diferenças transformem-se em barreiras para conquistas e vitórias em sua vida.

Interagindo com pessoas especiais









VOZ DO CORAÇÃO
Letra e música: Gabriella Franzolin Araújo Parra

(introdução)

Eu posso ver além do que meus olhos podem enxergar
Além do que imagens me mostrar

Eu posso ouvir o que diz seu coração
Posso escutar através de suas mãos
Bem mais que palavras poderiam me dizer
Eu vejo a verdade através de você

REFRÃO: Somos todos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais
E por nossas diferenças somos tão especiais
Vamos juntos como irmãos erguer a nossa canção
É a vez da voz do coração ecoar por toda terra

(introdução)

Eu posso ver além do que meus olhos podem enxergar
Além do que imagens me mostrar

Eu posso ouvir o que diz seu coração
Posso escutar através de suas mãos
Bem mais que palavras poderiam me dizer
Eu vejo a verdade através de você

REFRÃO: Somos todos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais
E por nossas diferenças somos tão especiais
Vamos juntos como irmãos erguer a nossa canção
É a vez da voz do coração ecoar por toda terra

PONTE: Mesmo sem te ouvir, mesmo sem te ver
E sem eu pisar no mesmo chão que você
Se eu não entender o seu modo de pensar
Ainda assim posso te amar

REFRÃO: Somos todos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais
E por nossas diferenças somos tão especiais
Vamos juntos como irmãos erguer a nossa canção
É a vez da voz do coração ecoar por toda terra

Atividades retiradas do sitehttp://www.vezdavoz.com.br

10 de mai de 2009

Glitter Symbols - ImageChef.com
Dedico este selinho a todos os blogs que defendem a educação inclusiva
http://www.trabalhandocomsurdos.blogspot.com/
http://www.educacaoparatodos.blogspot.com/
http;//www.s.o.sestimulacaoereabilitacaovisual.blogspot.com/
Por favor!repassem este selo a todos aqueles que lutam por uma educação inclusiva equitativa e qualitativa.
bjos
Genilda.

26 de abr de 2009


Jacki, fiquei muito honrada por você ter repassado este selinho para mim. É salutar o nosso enganjamento nessa luta em prol da educação inclusiva, cordialmente, genilda.Bjs

24 de abr de 2009

Alfabetização de crianças deficientes visuais

O processo de alfabetização de uma criança cega apresenta grandes desvantagens em relação à alfabetização de crianças videntes, que estão cotidianamente em contato com um ambiente alfabetizador: repleto de imagens, letras, símbolos, números, etc., enquanto que a criança cega entra em contato com este ambiente apenas quando entra na escola e como é desprovida da visão, precisa que esses elementos estejam em relevo para despertar sua curiosidade tátil, decodificando o mundo pelo tato.
Ao contrário do processo de alfabetização em língua portuguesa, a escrita em braile é realizada num processo inverso, da direita para a esquerda, evitando o que o autor chama de espelhamento no papel. Já o processo de leitura, acontece da mesma forma que no português.
A leitura em Braille é realizada a partir da decodificação da combinação de pontos que resulta na configuração de letras de maneira fragmentada e seqüencial, necessitando de reconhecer as características do código. Desse modo, o estágio inicial do desenvolvimento envolve especificamente a percepção tátil
Além disso, o processo de alfabetização em Braille envolve situações básicas como identificar a posição dos pontos, identificar a posição do sinal gerador de acordo com conceitos espaciais (em cima, embaixo, direita, meio, etc.) e a criança também precisa ter desenvolvido essas noções e outras noções como coordenação motora, sensibilidade e discriminação tátil, etc. Assim, com o auxílio da professora e em conjunto com os colegas e muito treino explorando o tato e a sensibilidade do deficiente visual, o processo de alfabetização em Braille na sala de aula regular se efetivará.

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. Atendimento Educacional Especializado. Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1999.

texto reflexivo

Esta é uma história de um soldado que estava voltando para casa após a terrível Guerra do Vietnã e antes de sair da Base Militar ele ligou para os pais e disse:Filho: Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas quero pedir-lhes um favor.Pais emocionados: Claro meu filho, peça o que quiser!Filho: Eu tenho um amigo e gostaria de levá-lo comigo.Pais: Claro meu filho, nós adoraríamos conhecê-lo!Filho: Entretanto, há algo que vocês precisam saber. Ele fora terrivelmente ferido na última batalha. Ele pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior que ele não tem nenhum lugar para ir, e por isso eu gostaria que ele fosse morar aí com a gente.Pais assustados: Nós sentimos muito em ouvir isso meu filho. Talvez nós possamos ajudá-lo a encontrar algum lugar onde ele possa morar e viver tranqüilamente.Filho emocionado e nervoso: Não Mamãe e Papai, eu gostaria que ele fosse morar aí conosco!Pais constrangidos: Filho, disse o Pai. Você não sabe o que está nos pedindo. Nós já passamos tanta dificuldade e além disso, temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira no nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz! Ele encontrará uma forma de viver e alguém que o ajude.....Na mesma hora o filho bate o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois os pais receberam um telefonema do Exército Americano.Exército: (atende o pai) Por acaso conhece ou é parente de alguém chamado Henry Thrumam?Pai. Sim, conheço. Ele é o meu filho.Exército: Pois é. Hoje a tarde nos o encontramos morto na Base Militar.Pai assustado: Como assim morto? Assassinado? Onde está o amigo dele deficiente? Ele não estava voltando para a América?Exército: Seu filho suicidou-se e deixou um bilhete. Quer que eu leia para o Sr.?Pai chorando: Sim, quero. Por favor!!Exército lendo o bilhete: “ Pai! Mãe! Vocês se lembram de quando liguei pra vocês e disse que levaria o meu amigo pra morar com a gente e que havia ficado deficiente porque pisou em uma mina e tinha apenas um braço e uma perna!!? Pois é. Aquele amigo deficiente era eu!!! Ao invés de voltar pra casa eu resolvi me matar, porque não sei qual seria a reação de vocês sabendo que o seu filho era deficiente!! Não sei se Deus irá me perdoar por esse ato de suicídio, mas estou aqui de cima rezando e peco para que vocês ajudem a sociedade a acabar com o preconceito que existe contra o deficiente de um modo geral. Sempre amei vocês!! ”
Autor desconhecido

texto retirado do blog educacaoparatodosrj.blogspot.com

20 de abr de 2009

Lenda




Leito de Procusto

Uma antiga lenda grega nos conta sobre um homem rico, poderoso, obsequioso e cortês, de nome Procusto, que tinha por hábito convidar estranhos para seu palácio. O hóspede era recebido com requinte: túnicas primorosamente talhadas, vinhos muito especiais, iguarias inesquecíveis e... um leito suntuoso. Ao visitante, porém um único problema se apresentava: encaixar-se perfeitamente no leito. Se houvesse qualquer discrepância, entre os tamanhos da cama e do convidado, este era cortado ou esticado para que se adequasse às proporções devidas. A morte era quase certa! Só poucos e raros convidados a absolutamente adequados à dimensão preestabelecida, alcançavam a velhice.





(metáfora reproduzida em BOATO, Elvio Marcos. A caminho de um ensino mais que especial. Brasília: Hildebrando e Autores Associados, 2002, p. 38, citando, AMARAL , Lígia a Pensar a Diferença/Deficiência. Brasília: CORDE, 1994)

19 de abr de 2009

13 de abr de 2009

Aspectos jurídicos- direito à educação das pessoas com deficiencia

''Tratar igualmente o igual e desigualmente o desigual'' Aristóteles
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)‏
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos...(Art. 1º)”
Declaração de Jomtien (1990)‏
“a educação é um direito fundamental de todos...”
Declaração de salamanca (1994)
Necessidades Educativas Especiais.
Convenção da Guatemala (1999)‏
“as pessoas portadoras de deficiências têm os mesmos direitos”
Constituição Federal (1988)‏
Fundamentos da repúlblica: a cidadania e a dignidade da pessoa humana(art.1º ,inc.II e III)
Objetivos fundamentais: a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, sexo, raça, cor, etc e quaisquer outras formas de discriminação(art.3º, inc.IV)
Direito à igualdade(art. 5º)
Direito de TODOS à educação- igualdade de condições de acesso e permanencia na escola, inclusive aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segunda a capacidade de cada um (art. 205;206,inc.I; 208), sendo considerado dever do estado a sua oferta
Estatuto da Criança e do Adolescente (1990)‏
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n º 9394/96
Capítulo V, há elementos fundamentais para a concretização da Educação Especial Inclusiva:
1 - Haverá, quando necessário, serviços de apoio Especializado, na escola regular, para atender às Peculiaridades da clientela de Educação Especial Inclusiva;
2. O atendimento educacional será feito nas classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das
condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
Tem início na faixa etária de zero a seis anos, durantea Educação Infantil.
No artigo 3, inciso I da LDB em igualdade de condições para acesso e permanência na escola.
Plano Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (1999)‏
Plano Nacional de Educação (2001)

Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas com Deficiência (2001)‏
Diretrizes Nacionais para a Educação Básica (2001)‏

Os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais 1997
Declaração de Inclusão / Salamanca (1996),
referendada pela Declaração da Guatemala em (1999).
Política Nacional de Educação Inclusiva(2008)
São as referências documentais para entender a nova idéia deste tipo de educação escolar no sistema educativo nacional.

Alunos com Necessidades Educacionais Especiais

São aqueles que apresentam, durante o percurso do processo educacional, dificuldades acentuadas de aprendizagem, que podem ser permanentes ou transitórias; não vinculadas a uma causa orgânica específica ou relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências, englobando dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, bem como altas habilidades/superdotação.
Tipos de necessidades educacionais especiais:
Altas habilidades/superdotação:

Notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados:
Capacidade intelectual geral
Aptidão acadêmica específica
Pensamento criativo ou produtivo
Capacidade de liderança
Talento especial para artes
Capacidade psicomotora
Autismo:
Transtorno do desenvolvimento caracterizado, de maneira geral, por problemas nas áreas de comunicação e interação, bem como por padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades.
Condutas típicas:
Manifestações de comportamento típicas de portadores de síndromes (exceto Síndrome de Down) e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado.
Deficiência auditiva:
Perda parcial ou total bilateral de 25 decibéis (dB) ou mais, resultante da média aritmética do audiograma, aferidas nas freqüências de 500 Hertz (Hz), 1.000 Hz, 2.000 Hz, 3.000 Hz, 4.000Hz; variando de acordo com o nível ou acuidade auditiva daseguinte forma:
- Surdez leve/moderada:

Perda auditiva de 25 a 70 dB. A pessoa, por meio de uso de Aparelho de Amplificação Sonora Individual – AASI, torna-se capaz de processar informações lingüísticas pela audição; conseqüentemente, é capaz de desenvolver a linguagem oral.
- Surdez severa/profunda:

Perda auditiva acima de 71 dB. A pessoa terá dificuldades para desenvolver a linguagem oral espontaneamente. Há necessidade do uso de AASI e ou implante coclear, bem como de acompanhamento especializado. A pessoa com essa surdez, em geral, utiliza naturalmente a Língua de Sinais.
Deficiência física:
Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, abrangendo, dentre outras condições, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquiridas, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho das funções.
Deficiência mental:
Limitações significativas tanto no funcionamento intelectual como na conduta adaptativa, na forma expressa em habilidades práticas, sociais e conceituais.
Deficiência Múltipla:
Associação de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditiva/física), com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa.
Deficiência Visual:
Perda total ou parcial, congênita ou adquirida, variando de acordo com o nível ou acuidade visual da seguinte forma:
- Cegueira:
Perda total ou o resíduo mínimo de visão que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
- Baixa Visão ou Visão Subnormal:
Comprometimento do funcionamento visual de ambos os olhos, mesmo após tratamento ou correção। A pessoa com baixa visão possui resíduos visuais em grau que lhe permite ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos ópticos especiais
Surdocegueira:
Defiicência singular que apresenta perdas auditivas e visuais concomitantemente em diferentes graus, necessitando desenvolver diferentes formas de comunicação para que a pessoa surdacega possa interagir com a sociedade.
Síndrome de Down:
Alteração genética cromossômica do par 21, que traz como conseqüência características físicas marcantes e implicações tanto para o desenvolvimento fisiológico quanto para a aprendizagem.
AEE-(Atendimento Educacional Especializado),MEC/SEESP,2007

5 de abr de 2009

IGUAL-DESIGUAL




Eu desconfiava:todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais.
Todos os partidos políticos são iguais.

Todas as mulheres que andam na modasão iguais.
Todas as experiências de sexo são iguais.Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais e todos, todos os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.

Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho ímpar.
Carlos Drummond de Andrade
Desse modo...
POR QUE MESMO SABENDO DAS NOSSAS DIFERENÇAS, NÃO ACEITAMOS OS DIFERENTES?

3 de abr de 2009

Educação Inclusiva:Direito à diversidade

O QUE É:
programa que promove a formação continuada de gestores e educadores das redes estaduais e municipais de ensino para que sejam capazes de oferecer educação especial na perspectiva da educação inclusiva.
OBJETIVO:
construir redes atendam com qualidade e incluam nas classes comuns do ensino regular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
COMO FUNCIONA:
Atualmente, o programa está em funcionamento em 162 municípios-pólo. Em parceria com o Ministério da Educação, esses municípios oferecem cursos, com duração de 40 horas, em que são formados os chamados multiplicadores. Após a formação recebida, eles se tornam aptos a formar outros gestores e educadores. De 2003 a 2007, a formação atendeu 94.695 profissionais da educação com a participação de 5.564 municípios.
fonte:www.mec.gov.br/SEESP

Escola acessível

O programa Escola Acessível, da Secretaria de Educação Especial, busca adequar o espaço físico das escolas estaduais e municipais, a fim de promover acessibilidade nas redes públicas de ensino. As escolas interessadas em participar devem apresentar suas demandas de acessibilidade no Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola).
Em 2009, serão priorizadas 27 mil escolas. Entre 2007 a 2008 foram atendidas 2.543 escolas. Os recursos serão repassados por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) à unidade executora.
informação retirada do site www.mec.gov.br/SEESP

Recursos de acessibilidade ao computador



"Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis.
Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis."
Mary Pat Radabaugh

4 de mar de 2009

Ornamentação de sala de aula

Zero
Um

Dois

Três

Quatro

Cinco

Seis

Sete

Oito

Nove

painel


3 de mar de 2009

Tecnologia Assistiva(T.A)

São recursos e serviços que ajudam a ampliar as atividades funcionais de pessoas com deficiência, contribuindo para aumentar, manter ou melhorar suas capacidades funcionais assim como auxiliam-no a selecionar,comprar ou usar os referidos,promovendo a sua autonomia, independência e inclusão. Nesta perspectiva, é todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, confeccionado ou industrializado.

"deve ser entendida como um auxílio que promoverá a
ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou
possibilitará a realização da função desejada e que se
encontra impedida por circunstância de deficiência."

Bersch( apud SCHIRMER et al.,2007, p.27)


MODALIDADES DE TECNOLOGIA ASSISTIVA


· Auxílios para a vida diária e vida prática
· Comunicação aumentativa e alternativa
· Recursos de acessibilidade ao computador
· Adequação postural
· Sistema de controle de ambiente
· Auxílios de mobilidade
· Projetos arquitetônicos para acessibilidade
· Recursos para cegos ou para pessoas com visão subnormal
· Recursos para surdos ou pessoas com déficits auditivos
· Adaptações em veículos

Recursos de Tecnologia Assistiva

Recursos pedagógicos que valorizam os estilos de aprendizagem dos portadores de necessidades educacionais especiais

Jogo da rima

Quebra cabeça


jogo da memória com numerais


jogo das palavras

jardim das palavras





jogo do antônimo


19 de fev de 2009

sala de recursos multifuncinais



O QUE É ?
Espaços da escola, organizado com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais especializados projetados para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos portadores de necessidades educacionais especiais; por meio de estratégias de aprendizagem que favoreça o acesso ao currículo escolar e construção do conhecimento pelos alunos;
FINALIDADE?
Remover barreiras( arquitetônicas e de comunicação) que dificultam o acesso ao currículo escolar;identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos. [...]
COMO FUNCIONA?
Esse atendimento será paralelo ao horário das classes comuns.
complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.
POR QUEM?
O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com conhecimentos específicos (LIBRAS, L.Portuguesa na modalidade escrita como 2ª língua, Braille, comunicação alternativa, tecnologia assistiva, recursos ópticos e não ópticos, programas de enriquecimento curricular, adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos e outros).
POR QUE O AEE?
''Por que temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a sermos diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza.''Boaventura Souza Santos
PARA QUÊ?
" A iniciativa de implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas públicas de ensino regular responde aos objetivos de uma prática educacional inclusiva que organiza serviços parao Atendimento Educacional Especializado, disponibiliza recursos e promove atividades para desenvolver o potencial de todos os alunos, a sua participação e aprendizagem. Essa ação possibilita o apoio aos educadores no exercício da função docente, a partir da compreensão de atuaçãomultidisciplinar e do trabalho colaborativo realizado entre professores das classes comuns e das salas de recursos."
Brasil,2006(apud SCHIRMER et al. ,2007)
ATENDIMENTO EDUCAÇÃO ESPECIALIZADO
Projeto de formação continuada a distância paraprofessores das salas de recursos multifuncionais com o intuito de cumprir com o prescrito na constituição de1988- art.208,Inciso III, garantindo nas escolas públicas,preferencialmente,a possibilidade de todos os alunos com deficiência serem incluidos nas turmas escolares do ensino regular.Foi concebido para habilitar professores que atuam nas escolas públicas de ensino básico em ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO.
faça download da coleção grátis no endereço:
PARA QUEM?
Para alunos portadores de necessidades educacionais especiais:
Distúrbios, disfunções ou deficiências:
Autismo, hiperatividade,déficit de atenção, dislexia,disgrafia,disortografia,etc.
Deficiência física( ou mobilidade reduzida), mental,auditiva, visual;Altas habilidades/superdotação;
Paralisia cerebral e outros.


"Salas de recursos multifuncionais são espaços da escola onde se realiza o Atendimento Educacional Especializado para os alunos com necessidades educacionais especiais, por meio de desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, centradas em um novo fazer pedagógico que favoreça a construção de conhecimentos pelos alunos, subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e participem da vida escolar".

(BRASIL, 2006, p. 13)

18 de fev de 2009

Atribições do professor da sala de recursos




  • Desenvolver os processos mentais superiores;sócio-afetivo,emocional,etc.
  • Preparar material específico para uso dos alunos na sala de recursos;
  • Orientar a elaboração de materiais didático- padagógicos que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular;
  • Indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade;
  • Realizar apoio pedagógico ao aluno com deficiência;
  • Interagir com o contexto da sala de aula regular, a fim de conhecer e favorecer as relações do aluno com deficiência com os diferentes conhecimentos,professores e colegas;
  • Desenvolver estratégias que fortaleçam os vínculos entre pais e escola, a fim de conhecer a realidade do aluno com deficiência e envolver a família no processo inclusivo de seu filho;
  • Participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos;
  • Mediar a sensibilização dos atores envolvidos no processo de inclusão, proporcionando reflexões, suporte teórico-prático e vislumbrar alternativas de intervenções pedagógicas frente aos alunos com deficiência;
  • Elaborar planejamento individual,com metodologia e estratégias diversificadas, organizando-o de forma a atender as intervenções pedagógicas sugeridas na avaliação de ingressoe/ou relatório semestral;

obs.: O planejamento pedagógico deve ser organizado e sempre que necessário reorganizado de acordo com:

  1. Os interesses,necessidades e dificuldades específicas de cada aluno;
  2. As áreas de desenvolvimento(cognitiva, motora,sócio-afetiv, emocional);
  3. Os conteúdos didáticos-pedagógicos defasados dos anos iniciais, principalmente portugues e matemática.

Perfil do professor da sala de recursos multifuncionais

O professor da sala de recursos multifuncionais deverá ter curso de graduação, pós-graduação e ou formação continuada que o habilite para atuar em áreas da educação especial para o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos.

A formação docente, de acordo com sua área especifica, deve desenvolver conhecimentos acerca de:

(Comunicação Aumentativa e Alternativa, Sistema BraiIIe , Orientação e Mobilidade, Soroban, Ensino da Língua Brasileira de Sinais - libras, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Atividades de Vida Diária, Atividades Cognitivas, Aprofundamento e Enriquecimento Curricular, Estimulação Precoce, entre outros)

BRASIL,2006.

2 de fev de 2009

Programas de acessibilidade




O Ministério da Educação, por intermédio da (ACS) Assessoria de Comunicação Social,desenvolve programas que promovem a acessibilidade por meio de várias ações, como por exemplo:

Livros – Está universalizada a distribuição dos livros didáticos em braille para o ensino fundamental, dos livros em áudio e braille para o ensino médio, do livro digital em língua brasileira de sinais (Libras) para a alfabetização e anos iniciais do ensino fundamental, do dicionário ilustrado trilíngüe libras, português e inglês, da coleção de literatura infanto-juvenil digital em libras e dos livros paradidáticos em braille, e dos acervos pedagógicos e de literatura infanto-juvenil nos formatos áudio, caracteres ampliados, libras e braille. Para o acesso aos livros nesses formatos, teve início em 2007 a distribuição dos laptops com sintetizador de voz para alunos cegos do ensino médio e anos finais do ensino fundamental.
Libras – Para difundir o uso e o ensino da língua brasileira de sinais, o MEC financiou a implementação de cursos a distância de letras com licenciatura em libras e de bacharelado em tradução e interpretação, em 30 pólos que abrangem todos os estados. O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e instituições federais de ensino superior passaram a oferecer o curso bilíngüe de formação de professores. Há ainda o Exame Nacional para Certificação em Libras (Prolibras), realizado todos os anos, para atestar a proficiência dos professores em tradução e interpretação da libras.
PDE – A construção de um sistema educacional inclusivo também conta com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que implementou o Programa de Formação Continuada de Professores na Educação Especial, com 20 mil vagas para docentes em exercício na rede pública.
Além disso, o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais distribui 4,3 mil salas compostas com equipamentos de informática, eletroeletrônicos, materiais didáticos e recursos de acessibilidade. O Programa Escola Acessível destina recursos para adequação de 2 mil prédios escolares e o Programa BPC na Escola passa a acompanhar o acesso e permanência dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) de zero a 18 anos nas instituições de ensino.
Os grifos são meus e objetivam ressaltar a relevância destes programas na promoção de sistemas educacionais inclusivos
conteúdo retirado do site http://www.mec.gov.br/







15 de jan de 2009

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva-MEC/SEESP-2008

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela portaria Ministerial nº555, de 5 de junho de 2007, prorrogada pela portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007, entregue ao ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008,confirura a educação inclusiva como um movimento político, cultural, social e pedagógico em prol dos direitos de todos a uma educação de qualidade, assim como também defende a estruturação de sistemas educacionais inclusivos, que contemple as especificidades de todos os educandos.

Para consultar e/ou imprimir o documento na íntegra acesse:
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Google
Política Nacional de Educação Especial 2008

13 de jan de 2009

música de um diferente


Eu não sei pra onde vou
Muitas salas diferentes
Aqui na escola estou
Vou plantar uma semente
Eu agora sei quem sou
Aprendi uma lição
Grato à professora eu sou
Por ter tido compreensão
Onde o destino me levar
Vou abrir meu coração
Vou contar o meu progresso
Como é bom ter amigos
E também ter união
Eu vou achar
Um toque do destino
O brilho de um olhar
Sem medo de errar
Vou desfrutar
De tudo o que aprendi
Na escola que vivi
No fundo dos meus sonhos
Ser um vencedor
De “Um sonhador” (Leandro e Leonardo), apresentada no seminário por crianças portadoras de capacidades especiais. A letra foi adaptada pela profa. Maria de Fátima Santos (Emef Saturnino Pereira), com a colaboração da profa. Maria Bárbara Gonçalves (Emef Wladimir Herzog) e profa. Maria do Carmo Nogueira (Emef Maurício Goulart).

12 de jan de 2009

diferença é riqueza

vaso chinês
Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas. Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água. Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer. Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: 'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...' A velhinha sorriu: 'Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa. Cada um, de nós, tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um, de nós, tem, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele.' Portanto, meu 'defeituoso' amigo, tenha um bom dia e lembre de regar as flores do seu lado do caminho... e envie este e-mail a algum ou a todos os seus 'defeituosos' amigos. Sem esquecer que é 'defeituoso' também quem a enviou a você!

8 de jan de 2009

inclusão excludente


“A INCLUSÃO QUE TEMOS HOJE EM MUITAS DE NOSSAS ESCOLAS É UMA INCLUSÃO EXCLUDENTE, QUE NADA MAIS SIGNIFICA DO QUE A INSERÇÃO FÍSICA DOS PORTADORES DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NAS SALAS DE AULA DO ENSINO REGULAR.”

Se você deixa de ver a pessoa, vendo apenas a deficiência quem é o cego?
Se você deixa de ouvir o grito do seu irmão para a justiça, quem é o surdo?
Se você não pode comunicar-se com sua irmã e a separa, quem é o mudo?
Se sua mente não permite que seu coração alcance seu vizinho, quem é o deficiente mental?
Se você não se levanta para defender os direitos de todos, quem é o aleijado?
A atitude para com as pessoas deficientes pode ser nossa maior deficiência... E a sua também.
(Autor desconhecido)

Inclusão: o que eu tenho a ver com isso?



A inclusão configura-se como paradigma de repercussão mundial que se intensificou a partir da Conferência Mundial de Educação para todos (1990) e vem se afirmando em documentos e legislações, nacionais e internacionais que defendem a implementação de políticas educacionais públicas que atendam aos princípios do direito à diversidade, à acessibilidade e a eliminação das barreiras que se interpõem no processo de ensino- aprendizagem e provoca a exclusão de milhares de alunos.
A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (2007), desenvolvida pelo MEC/SEESP, ratifica essa luta pela inclusão e busca fortalecer a construção de políticas públicas e a construção de sistemas educacionais inclusivos promotores de uma educação de qualidade para TODOS, à medida que a inclusão não está direcionada, exclusivamente, para os sujeitos portadores de necessidades educacionais especiais. A inclusão se destina a promover uma educação de qualidade para todos os que, por algum distúrbio ou dificuldade, estão excluídos do processo de aprendizagem.
Diante desta realidade, para que esse movimento se concretize com sucesso, será necessário uma reestruturação dos sistemas de ensino, dos currículos escolares, das práticas educativas e das nossas posturas, enquanto educadores, para que se rompa com os antigos paradigmas que defendem a concepção de práticas homogeneizadoras e promova a equalização de oportunidades e possibilite o acesso e permanência aos sistemas de ensino regular de todos os educandos, independente de suas condições físicas, psíquicas,sociais, lingüísticas,etc.
É nesta perspectiva, que nós, educadores, temos tudo a ver com a inclusão, pois precisamos rever nossas práticas pedagógicas, com o intuito de proporcionarmos aos nossos alunos uma educação mais humana e mais significativa que favoreça a promoção da aprendizagem, do desenvolvimento e da valorização da diversidade enquanto condições salutares para atender as necessidades educacionais de TODOS os nossos educandos.
PINHEIRO, Genilda M. de O.